quinta-feira, 10 de julho de 2008

da Cor do trigo maduro


Enfim não eras meu álibi
de longe apenas uma figura flavi
Posso ser uma alimaria flébil e febril,
um pouco mais que sempre...
Sou esse bicho alinegro
que deseja alijar-se
ou alimentar-se
deste ser flavo
Flerto,
sem me fletir,
me curvar
gosto,
às vezes de você,
às vezes de um homem alindado, inventado...
Com quase um instinto de lembranças alistridentes
Ainda eu, bicho, espero só o momento para aliciar-te
*
falvi/flavo: dourado, louro; da cor do trigo maduro
flébil: lacrimoso, plangente
alinegro: de asas negras
alijar: aliviar a carga
fletir: dobrar
alistridente: que faz barulho com as asas

2 comentários:

Kamikaze Kiwi disse...

Ow, o Satã é muito ambivalente! uuahauauauha. Intaum, valeu pela visita e ainda me relacionou no seu blog!! brigadin!!
Mas assim, li os textos aqui, por sinal muuuinto manero: lírico-mundano-marginal eu diria!!_ só tem o um B.O.! Quem é vc?? Estou achando q é muitas pessoas q eu conheço, ou só uma?!!!
Peço esclarecimentos, pois realmente estou curiosa, tantas vozes aqui nesses versos me confundiram!!!

Bjs Bjs da Luana.

Kamikaze Kiwi disse...

Véi, eu já sei quem é vc!!!!!!!!!!!
Bão de mais te encontrar aqui, já q realmente vc some muito!!! uhauhauhaa, eu já suspeitava q era vc, daí perguntei pro Leão!!

Bjs Bjs